quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Alimentos do categoria "Enlatados" que contém maior quantidade do nutriente "Sódio".


Alimentos que não contém o nutriente "Sódio" podem ser omitidos desta lista.
Molho de tomate Pomarola Tradicional Peneirado
Molho de tomate Pomarola Tradicional Peneirado
Cargill Agricola S.A
ingredientes: - Tomate - Cebola - Sal cloreto de sódio - Açúcar - Amido - Óleo vegetal - Salsa - Aipo - Pimenta do Reino - Glutamato monossódico - Aromatizante de Alho - Aromatizante de Cebola
Atum sólido ao natural light Gomes da Costa
Atum sólido ao natural light Gomes da Costa
GDC Alimentos S.A.
ingredientes: - Atum - Água - Sal cloreto de sódio
Sardinha com olho de tomate Gomes da Costa
Sardinha com olho de tomate Gomes da Costa
GDC Alimentos S.A.
ingredientes: - Sardinha - Água - Polpa de tomate - Óleo comestível - Mostarda - Açúcar - Sal cloreto de sódio - Amido modificado - Glutamato monossódico - Aroma de aipo - Pimentão - Cebola - Alho






http://www.tabelanutricional.com.br/categoria/enlatados/1/6@8

Teor de Sódio nos Alimentos

Olá!
Conheçam o site da Dra Alessandra Coelho, são apresentadas muitas informações sobre alimentação, e ainda várias tabelas onde demonstram o teor de sódio de vários alimentos. 

Site: http://www.alessandracoelho.com.br/index.html

Tabela Alimentos: http://www.alessandracoelho.com.br/teor-de-sodio.htm

Brasileiro vê sódio como principal "vilão" da dieta, mostra pesquisa




Ana Sachs
Do UOL, em São Paulo

Culpa, peso na consciência, ansiedade. Todo mundo já sentiu algo assim ao se deparar com pratos gordurosos, calóricos ou cheios de açúcar. Mas mais do que algo momentâneo, a preocupação com o que se coloca no prato está virando uma tendência entre os consumidores brasileiros.
Com acesso a mais e melhores alimentos graças ao incremento da classe C, o brasileiro está comendo de forma mais consciente. O aumento da obesidade em todo o país, que já atinge cerca de 48% da população, segundo dados do Ministério da Saúde, e a preocupação com a saúde e qualidade de vida, em especial entre idosos, delineiam este atual cenário.
  • Thinkstock
    O brasileiro está mais consciente de que o que coloca no prato pode ter impacto na sua saúde
A conclusão é da segunda edição da pesquisa Os Hábitos Alimentares dos Brasileiros, feita em 2011 pela consultoria de estudos comportamentais sobre o consumidor Toledo Associados em parceria com mais de 20 empresas. Foram 28 grupos de discussão e 3.000 estudos de caso, em 10 capitais. Participaram homens e mulheres de 17 a 65 anos, em igual proporção, das classes A, B, C e D.
“A alimentação deixou de ser um ato automático e tradicional para se tornar consciente e reflexivo”, avalia a antropóloga Lívia Barbosa, especialista em comportamento do consumidor. “Mesmo quem não quer se preocupar, acaba se preocupando. O prato é hoje um campo de batalha e o brasileiro está a todo tempo tentando contrabalancear as diversas pressões em relação à alimentação”, continua ela.
Há uma maior consciência de que o que se come hoje poderá refletir em risco de doenças futuras e o sódio é visto como o grande “vilão” do momento – no levantamento anterior, feito em 2006, essa posição era ocupada pelo açúcar.
Entre as doenças que mais preocupam estão: a hipertensão (65%), o diabetes (63%) e o colesterol alto (54%), em especial entre os mais velhos. A obesidade, por sua vez, ficou em quarto lugar, com 45%, e preocupa mais os mais jovens.
Outra grande mudança foi na forma como se encara a alimentação. “Ela passou de um ato cotidiano para um momento ritualístico, ligado ao prazer”, diz. Comer se transformou em lazer, virou um programa, e o gasto da população com comida chega a patamares da Europa e dos EUA nas classes A e B.
Segundo o levantamento, 70% dos entrevistados disseram comer fora de casa, contra 54% em 2006. Há uma diferença, no entanto, entre as refeições fora de casa no fim de semana, que é vista como lazer, e a durante a semana, que é vista como obrigação.
Essa tendência de alimentação como lazer é evidenciada pela maior preocupação com a qualidade e a forma com que se come do que antigamente, com o surgimento de novos utensílios para cozinha e toda uma estética ligada ao local. “Antes ali era uma área meio abandonado da casa. Hoje, é um dos primeiros locais que se reforma”, afirma a antropóloga.
Para os brasileiros, o café da manhã ainda é a refeição mais importante do dia e, graças ao crescimento da classe C no país, a mesa do desjejum no país ganhou novos itens, como queijos, cereais e frios.
Já o almoço é uma refeição central, que precisa ter sustância, segundo a pesquisa. O quilo ganhou novo status, como uma opção de comida mais leve e saudável para quem não pode comer em casa durante o expediente. Já no final de semana o que se procura é lazer e sociabilidade, sem tanto controle do que se irá comer.
O jantar precisa ser prático, mas não por isso menos saudável, aponta a pesquisa. Cerca de 40% dos entrevistados disseram substituí-lo por lanches e derivados de leite, como queijo e iogurte, e pratos congelados de fácil preparo. A comida processada, tida como vilã no passado, hoje é vista de forma mais amistosa, como uma aliada. No levantamento, 48% disseram comprar comida fora e levar para a casa.
  • Thinkstock
    A questão da obesidade tem impulsionado o brasileiro a pensar melhor no que come
Em todas as faixas etárias, os entrevistados notaram melhora em sua alimentação nos últimos cinco anos. A exceção fica por conta da faixa entre 17 e 24 anos, que diz se alimentar de forma pouco saudável. É nesta fase que alguns jovens saem de casa, tem de “se virar” para se alimentar e acabam comendo na rua, sem horário.
Segundo a pesquisa, a televisão é o meio pelo qual 66% dos brasileiros mais se informam sobre alimentação. Atualmente, há na TV 25 shows semanais de alimentação e gastronomia na TV brasileira.
Obesidade
A questão da obesidade crescente fica evidente quando se avalia o percentual dos que fazem dietas: 24% das mulheres e 16% dos homens.
Outros dados também revelam essa preocupação cada vez maior dos brasileiros com a balança. Dos entrevistados, 34% fazem alguma atividade física, sendo a caminhada a mais praticada (63%), principalmente entre as mulheres mais velhas, seguida de futebol (25%) e musculação (19%).
Cresceu também a noção de que uma comida saudável também pode ser gostosa, algo que não se notava no levantamento anterior.  “Em 2006, saudabilidade era o oposto de gostoso na visão dos entrevistados. Agora a percepção é de que é possível ter prazer com um alimento saudável, o que sinaliza uma mudança de postura, menos radical”, observa Lívia.
O homem, que em 2006 dizia ter entrado no mundo da alimentação pelo prazer, agora também participa do dia a dia na cozinha de casa. Hoje, 34% ajudam a mulher a fazer o jantar em casa, contra 13% no levantamento anterior. E 58% participam da compra dos alimentos, contra apenas 14% em 2006.
Ato político
Hoje, se alimentar deixou de ser apenas um ato para suprir uma necessidade biológica, mas tem implicações políticas. “A alimentação adquiriu centralidade, pois tem ligação com políticas públicas, agricultura familiar, emissão de carbono na atmosfera. O Estado está na mesa da nossa cozinha, discutindo com os movimentos sociais o que se deve comer”, fala a antropóloga.
O Estado deixou de ter um papel passivo e restrito para um papel pró-ativo, definindo o que é boa alimentação e o que se deve comer. O fato é comprovado pela pesquisa: 87% dos entrevistados avaliam como positiva a atuação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), órgão citado pela primeira vez no levantamento.
O brasileiro se apresenta mais flexível quando o assunto é comida. Em outros países, vegetarianos têm seus próprios restaurantes, sem se misturar. No Brasil, é possível comer em um único local comida vegetariana, carnes, massas, pizza, sushi, tudo isso para agradar a família toda.  “Aqui, mistura-se diferentes tradições alimentares para todos poderem ir juntos a um restaurante, algo impensável na Europa, por exemplo”, explica Lívia. “O brasileiro não é radical. Ele opta pela sociabilidade em detrimento da ideologia”, diz. 



segunda-feira, 13 de agosto de 2012

COMIDA QUE CUIDA 3 - CORAÇÃO


14 de Setembro de 2011

Do estresse ao cigarro, passando pela vida sedentária e o perigo do excesso de gorduras e do sal na alimentação, tudo é importante na vida de quem já passou por um sério problema cardíaco e rever o estilo de vida pode evitar novos sustos com o coração.
 
Terceira obra da coleção, o livro Comida que Cuida 3 – Receitas e histórias para você fazer as pazes com o seu coração transpõe as fronteiras da alimentação. Com tantos fatores a influenciar a saúde do coração, o livro ganhou formato de almanaque, com textos compactos, em tom sempre bem-humorado e positivo, de forma didática, derrubando velhos mitos. 
Nas mais de 80 receitas é possível encontrar soluções práticas para o dia-a-dia e várias dicas de alimentação, selecionadas por quatro nutricionistas especializados em cardiologia. A Chef Carla Pernambuco, do restaurante Carlota, selecionou outras 22 receitas para ocasiões especiais, mostrando que é possível, com equilíbrio, se alimentar com prazer e requinte. 
Em Comida que Cuida 3 – Coração, especialistas de diferentes regiões do país prestam depoimentos sobre as questões ligadas à saúde do coração. 
Nos contos que intercalam os oito capítulos do livro, se propõe uma pausa nas preocupações, com direito a momentos de nostalgia, para celebrar as várias manifestações do amor, como o amor de mãe, em “Acalanto”, ou o amor pelo futebol, em “Camisa Molhada” e de outras histórias igualmente marcantes. 
O livro é dirigido a pacientes com cardiopatias e pode ser obtido de duas maneiras:
 

Versão eletrônica

Importante
A autorização para publicação parcial ou integral do livro em quaisquer outros meios de comunicação deverá ser solicitada à comunicacaoinstitucional@sanofi.com, devendo figurar de maneira clara os créditos da obra.

COMIDA QUE CUIDA 2 - DIABETES


14 de Setembro de 2011
Crianças, adolescentes, adultos e idosos com diabetes podem e devem levar uma vida saudável, desfrutando plenamente o convívio familiar e social.
 
O livro Comida que Cuida 2 – O prazer na mesa e na vida de quem tem diabetes vale-se de uma linguagem acessível para abordar as dificuldades do dia-a-dia, estabelecendo um diálogo franco e aberto tanto com pessoas que convivem há anos com o diabetes, como com aquelas que acabaram de receber o diagnóstico e acreditam que suas vidas perderam a graça e o sabor. 
O livro trata, sempre de forma acolhedora, as preocupações das famílias, apresentando depoimentos de pessoas com diabetes e de vários endocrinologistas brasileiros especialistas no tema, desmistificando velhos conceitos sobre a doença. 
Comida que Cuida 2 – Diabetes reúne cerca de 70 receitas, inclusive sobremesas, e dá ainda dicas de como se alimentar fora de casa ou em ocasiões especiais sem transgredir as regras básicas de alimentação que pessoas com diabetes precisam seguir. 
O livro é dirigido a pacientes portadores de diabetes e pode ser obtido de duas maneiras: 
 Versão eletrônica
Importante
A autorização para publicação parcial ou integral do livro em quaisquer outros meios de comunicação deverá ser solicitada à comunicacaoinstitucional@sanofi.com, devendo figurar de maneira clara os créditos da obra.

COMIDA QUE CUIDA - CÂNCER

14 de Setembro de 2011

Com freqüência, o tratamento de câncer afasta o paciente da comida: alguns perdem o olfato, outros têm o paladar alterado ou reclamam do gosto metálico persistente na boca. O desconforto costuma ser grande e o desinteresse por se alimentar pode comprometer a sua recuperação.
Comida que Cuida - Câncer
Foi pensando em achar uma maneira de resgatar no paciente o prazer de se alimentar, de estimular o seu apetite e ajudá-lo a se restabelecer mais rapidamente, que a Sanofi lançou, em 2006, a primeira edição do livro Comida que Cuida – Câncer.
Desde o seu lançamento, já foram distribuídos gratuitamente 25.000 exemplares do Comida Que Cuida – Câncer a 215 instituições hospitalares e milhares de downloads da versão digital foram feitas a partir dos sites da Sanofi.
A nova edição traz assuntos imprescindíveis e atuais para quem está na batalha contra o câncer: os cuidados com a saúde bucal, o papel dos imunonutrientes, o controle de peso após o câncer de mama e a alimentação das crianças em tratamento. Das novas receitas ao visual de encher os olhos, até o título ganhou tempero especial: “Comida que Cuida 1 - Mais cor no prato e na vida durante o tratamento do câncer". Tudo para devolver a água na boca de quem está com dificuldades para se alimentar.
A obra é dirigida a pacientes em tratamento de câncer e pode ser obtida de duas maneiras:
 Versão eletrônica

Importante
A autorização para publicação parcial ou integral do livro em quaisquer outros meios de comunicação deverá ser solicitada à comunicacaoinstitucional@sanofi.com, devendo figurar de maneira clara os créditos da obra.

MUSAS - Coisa de Mulher

http://www.movimentomusas.com.br/

Dicas e Informações de Saúde

http://www.sanofi.com.br/l/br/pt/index.jsp

Associações de Apoio aos Pacientes de Câncer


1-ABRAPEC - Associação Brasileira de Assistência aos portadores de CA
Funciona: 8h às 11h e 14h às 17h
Contato: (61) 3352-3157
Tem Advogados; cesta básica; médicos.
Obs.: A Erisneide faz parte do Grupo de Quimioterapia e é assistida pela Associação
 (61)8124-7084/8526-7859

2- Hospital de Base -Rede Feminina - Ala 5.
Distribuem cesta básica.

3-AAPC - Associação de Assistência aos portadores de CA
(61) 3365-4431 - QI 3 Lago sul.

4- ASTROPEC - Associação de Assistência ao Tratamento p/ pessoas com Câncer
(61)3963-8957/9311-8465

Recinto de Caridade Adolfo Bezerra de Menezes- Hospital Espiritual



Endereço: A/E 12 Qd. 12 Setor Sul – Gama –DF   Fone: (61) 3385-4821

Grupo de Rádio e Quimioterapia      

Médico: Dr. Aguiar Freitas(Oncologista)

Orientações para as pessoas de primeira vez

O Recinto funciona toda 2ª, 4ª e sábado no horário de 7h às 10h da manhã . O tratamento tem uma seqüência. Se não puder  segui-la, venha pelo menos uma vez por semana(para as pessoas que moram no Distrito Federal). E para as pessoas que moram em outros Estados/Países:
1.       Deixar Nome e Endereço de Residência no Livro para acompanhamento.
2.       Retornar ao Recinto sempre que possível.
O tratamento de Radioterapia/Quimioterapia é para as doenças:
Quanto à alimentação EVITAR:

  • Fibromialgia
  • Doença Renal Crônica
  • Esclerose
  • Hepatite C
  • Diabetes
  • Trombose
  • Lupus
  • AVC
  • HIV
  • Câncer
  • Leucemia
  • Doenças Desgenerativas
  • Outros

  • Coca-cola
  • Carne de porco
  • Álcool
  • Fumo
  • Leite (tomar leite de soja)
  • Piquí
  • Pimenta
  • Pimentão
  • Abacaxi
  • Repolho
  • Peixe de Couro
  • Surubim
  • Curimatã
  • Carne Gordurosa
  • Consumo excessivo de Açúcar
  • Camarão/Frutos do mar
  • Bacalhau

  • O Tratamento do Recinto é feito juntamente com o tratamento material. Portanto informe sempre ao Dr. Aguiar a conduta que seu médico tomará.
  • Se for fazer cirurgia, favor preencher o formulário e deixar uma via na mesa do médico e a outra via na recepção.
  • Favor preencher seus dados no cadastro do  Grupo de Quimio (Falar com Telma).
O Dr. Aguiar Freitas, médico Italiano, da Cruz vermelha, desencarnou aos 32 anos de idade, na Segunda Guerra Mundial com um tiro nas costas quando estava atendendo os soldados feridos. O mesmo tinha 32 anos de idade.





Recinto de Caridade Adolfo Bezerra de Menezes

Segura Na Mão de Deus

Composição: Nelson Monteiro da Mota

Se as águas do mar da vida quiserem te afogar


Segura na mão de Deus e vai
Se as tristezas desta vida quiserem te sufocar 
Segura na mão de Deus e vai 
Segura na mão de Deus, segura na mãe de Deus,
pois ela, ela te sustentará... 
Não temas segue adiante e não olhes para trás 
Segura na mão de Deus e vai 
Se a jornada é pesada e te cansas da caminhada,
Segura na mão de Deus e vai
Orando, jejuando, confiando e confessando
Segura na mão de Deus e vai 
O Espírito do Senhor sempre te revestirá
Segura na mão de Deus e vai
Jesus Cristo prometeu que jamais te deixará
Segura na mão de Deus e vai.

Neste link você terá contato com muitas informações e dicas para sua saúde.

http://noticias.uol.com.br/saude

A tentação do álcool

07/08/2012 - 05h01


Tive uma conversa muito interessante com a mãe de uma garota de 15 anos. Ela me contou que a filha é extrovertida, faz sucesso em rede social, sempre é procurada por vários colegas e chamada pelo celular o dia todo.
A menina também tem alguns amigos mais chegados que estão sempre por perto.
Mesmo assim, a filha não sai. É convidada para ir a festas, ao cinema, para dormir na casa de colegas, viajar. Mas ela só sai mesmo para ir à escola. Recusa todos os convites que recebe.
Acredite, caro leitor, isso preocupou essa mãe. Curioso o fato, já que as mães de garotas dessa idade costumam se preocupar pelo motivo oposto: filhas que querem sair sempre.
Assim que o sinal amarelo acendeu para essa mãe, ela tomou uma atitude. Chamou a filha para um lanche, disposta a conversar com ela para saber o motivo da sua reclusão. Parece que é comum as duas conversarem sem muitos rodeios.
Dessa maneira, a mãe logo ficou sabendo que a filha tinha lá suas razões para preferir ficar em casa: "Se eu sair, mãe, vou ter de ficar, beijar, talvez transar; vou precisar beber, vou ter de comprar coisas que eu não sei se quero. Então, eu prefiro ficar em casa por enquanto".
É, não tem sido fácil para muitos jovens atravessar essa fase da vida. As tentações têm sido excessivas para eles. E hoje vou ficar apenas em uma delas: a ingestão de bebidas alcoólicas.
Não sei por que os pais têm facilitado tanto a oferta de bebida para esses jovens que mal saíram da infância.
Já ouvi alguns pais declararem que, apesar de serem contra o consumo de bebida alcoólica nessa idade, ofereceriam essa opção na festa de aniversário dos filhos para garantir a presença dos convidados. Isso significa que festa, para eles, não existe sem a presença de álcool?
Quem é adulto e tem controle sobre a quantidade de bebida que ingere sabe os efeitos que o álcool produz no organismo. As sensações de euforia e de segurança para correr riscos costumam ser os principais motivos que levam a garotada a beber.
É uma tentação poder viver, por alguns momentos, sem muita censura e sem grandes dúvidas a respeito do que fazer, não é? Nessa idade, tal tentação é sedutora.
O problema é que eles bebem demais -demais mesmo- , muito cedo e se esquecem de aprender a viver em grupo sem os efeitos que a bebida provoca. Falta coragem, dá medo, provoca angústia. Talvez por isso alguns adolescentes bebam até cair.
Tem sido bem impressionante a quantidade de adolescentes que passam mal, muito mal, depois de beber. É que eles costumam ser exagerados em tudo o que oferece satisfação imediata. É por isso, entre outros fatores, que perdem a medida.
Diversas mães se assustaram com o que viram nessas férias de inverno. Li o relato de uma delas que levou a filha, de 14 anos, com duas amigas para uns dias em Campos de Jordão.
Ficou assustada com o que viu: crianças de 12, 13 anos vomitando em praças, caindo pelas ruas de tão bêbadas que estavam. "Onde estão os pais dessas crianças?" perguntou ela.
Provavelmente por perto, mas sem saber o que fazer.
Quem tem filhos adolescentes não deve ficar impotente, congelado, com receio de ser considerado careta. Aliás, em muitos aspectos, é papel dos pais ser careta.
E é bom saber que isso não impedirá o filho de experimentar muitas coisas. Apenas o ajudará a conhecer melhor seu nível de saciedade com a bebida alcoólica, por exemplo. Para que ela funcione como um mediador social, apenas isso.
Os pais dos adolescentes não conseguirão livrar os filhos de todas as tentações que a vida oferece.
Mas, pelo menos, devem tentar poupá-los de algumas delas. Para o bem deles. Como? Vetar a ingestão de bebida alcoólica nessa idade já é um bom começo.

Rosely Sayão
Rosely Sayão, psicóloga e consultora em educação, fala sobre as principais dificuldades vividas pela família e pela escola no ato de educar e dialoga sobre o dia-a-dia dessa relação. É autora de "Como Educar Meu Filho?" (Publifolha), entre outros. Escreve às terças na versão impressa de "Equilíbrio".