quarta-feira, 13 de junho de 2012

21 de junho 2012 - Ato no Dia Mundial de Luta Contra a ELA


Eventos - 05/06/2012

No próximo dia 21 de junho, o deputado Romário (PSB-RJ) promove um ato para celebrar o Dia Mundial de Luta Contra a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). O evento integra uma série de ações do parlamentar na luta por políticas públicas que atendam pessoas com algum tipo de doença rara. O ato acontece no auditório Freitas Nobre da Câmara dos Deputados, às 9h30, e terá a presença dos ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Previdência Social, Garibaldi Alves.

Estima-se que de 6% a 8% da população mundial seja atingida por algum tipo de doença rara, enfermidades que manifestam sintomas crônicos, graves e degenerativos. Embora os números não sejam oficiais, especialistas calculam que só a Esclerose Lateral Amiotrófica afete 350 mil pessoas ao redor do mundo. A ELA causa a perda progressiva dos movimentos do corpo, como braços e pernas, bem como compromete a fala, deglutição e respiração devido à degeneração dos neurônios motores.



Para lançar um pouco de luz sobre o tema, o evento terá palestras sobre pesquisas, medicamentos e legislação. No mesmo dia, também será lançada, pelo deputado Maurício Quintela (PR-AL), a Frente Parlamentar em Defesa das Doenças Raras.
Confira a programação:
Dep. Romário PSB/RJ
Ministro da Saúde – Alexandre Padilha
Ministro da Previdência Social – Garibaldi Alves Filho
Dep. Mara Gabrilli – PSDB/SP
Dep. Maurício Quintela – PR/AL
Antonio Jorge – MOVELA (Movimento em Defesa dos Direitos da Pessoa com ELA)
Palestras
 Pesquisas Pré-Clínica com CT em ELA – Dr. Miguel Mitne Neto - Doutor em Genética pela Universidade de São Paulo, Assessor Científico do Grupo Fleury e Diretor Científico da ABrELA/SP
 As Perspectivas da Dexpramipexole no Tratamento da ELA e as Pesquisas Clínicas com CT Adultas em ELA – Dr. Acary Souza Bulle – Professor Doutor de Neurologia pela Universidade Federal de São Paulo
 Uso Compassivo de Drogas em Fase Experimental – Laura Gomes Castanheira – Gerente de Avaliação de Segurança e Eficácia da ANVISA
 Legislar para a ELA – Eliana Aquino – Advogada da ELA

Romário promove ato no Dia Mundial de Luta Contra a ELA

Cientistas criam fígado a partir de células-tronco

08/06/2012 - 18:50
 Japão
Cientistas criam fígado a partir de células-tronco


Procedimento renova esperança de que no futuro será possível desenvolver órgãos artificiais e transplantá-los em pacientes


Cientistas japoneses anunciaram nesta sexta-feira que conseguiram criar um fígado humano a partir de células-tronco. O sucesso do procedimento renova a  esperança de que no futuro seja possível desenvolver órgãos artificiais e transplantá-los em pacientes.


Saiba mais


CÉLULA-TRONCO
Célula capaz de se transformar (se diferenciar) em outra célula ou tecido especializado do corpo. Pode se replicar muitas vezes, diferente de outras células, como as do cérebro ou músculo. 

CÉLULA-TRONCO PLURIPOTENTE INDUZIDA (iPS)
Célula adulta especializada que foi reprogramada geneticamente para o estágio de célula-tronco embrionária. Pode se transformar em qualquer tecido do corpo. Elas são obtidas por meio da reprogramação genética de células adultas. Uma célula somática (não envolvida diretamente na reprodução), como a da pele, pode "voltar" a um estágio similar ao de célula-tronco embrionária pela adição de alguns genes. Esses genes são transportados com a ajuda de vírus.

Uma equipe de cientistas dirigida pelo professor Hideki Taniguchi, da Universidade de Yokohama, transplantou células-tronco pluripotentes induzidas (iPS) no corpo de um rato. Ali, elas cresceram até se converterem em um pequeno, mas funcional, fígado humano.

Células-tronco são frequentemente retiradas de embriões, que são então descartados, prática que enfrente objeções na comunidade acadêmica e na sociedade. Já as células iPS podem ser extraídas de indivíduos adultos. O resultado alcançado da pesquisa foi divulgado no jornal japonês Yomiuri Shimbun e será apresentado em uma conferência acadêmica que acontecerá no Japão na próxima semana.

Experimento — A equipe do professor Taniguchi transplantou as células iPS na cabeça de um rato para aproveitar o alto fluxo de sangue do cérebro. Depois disso, segundo relatam os cientistas, as células iPS se transformaram em um fígado humano de cinco milímetros, capaz de produzir proteínas humanas e de decompor medicamentos.

O jornal Yomiuri Shimbun divulgou que a descoberta da equipe de Taniguchi é uma "ponte importante entre a pesquisa básica e a aplicação clínica, mas encara vários desafios antes de ser colocada em prática". Taniguchi não quis se pronunciar sobre o assunto antes da apresentação do trabalho no evento científico, que acontecerá na próxima semana.

As células iPS foram descobertas em 2006 por duas equipes distintas, uma dos Estados Unidos e outra do Japão.


(Com Agência France-Presse)
fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/cientistas-criam-figado-a-partir-de-celulas-tronco

Estudo mostra que, sozinhas, as crianças não conseguem emagrecer

Carolina Cotta - 
Publicação: 11/06/2012 08:00 Atualização:


Belo Horizonte — Não basta preparar a refeição mais saudável, criar uma verdadeira revolução na lancheira e matricular os pequenos na natação, no futebol, na ginástica artística e no que mais for preciso para queimar calorias. No tratamento da obesidade infantil, é fundamental uma atuação interdisciplinar e uma perspectiva sistêmica em que a criança acima do peso seja vista como parte de um todo. Em outras palavras, o relacionamento entre pais e filhos e a história familiar são determinantes no processo de emagrecimento e devem ser articulados com as questões nutricionais e o processo de mudança de estilo de vida. No recém-lançado livro Obesidade na infância e interações familiares: uma trama complexa (editora Coopmed), a mestre em ciência da saúde e coordenadora do Setor de Psicologia do Hospital São Camilo, em Belo Horizonte, Valéria Tassara, aborda a obesidade na infância ampliando o foco da responsabilidade da própria criança para o contexto das relações parentais e sociais. Fatores biogenéticos, familiares e psicossociais interrelacionados seriam definidores na constituição do problema.

Resultado de sua dissertação de mestrado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o estudo, realizado no Ambulatório de Nutrologia Pediátrica do Hospital das Clínicas, ressalta a importância de construir intervenções em redes cooperativas e solidárias entre as famílias, os profissionais de saúde, as instituições sociais e as políticas públicas para prevenir e tratar o excesso de peso na infância. Segundo a especialista, sozinha, seguindo um regime, a criança não consegue os efeitos necessários do tratamento.

Cientistas identificam células que provocam câncer de colo de útero

11/06/2012 17h45 - Atualizado em 11/06/2012 19h43
Cientistas identificam células que provocam câncer de colo de útero




Descoberta determina o grupo específico de células que o HPV ataca.

Maioria dos casos da doença acontece pela contaminação pelo HPV.

Da France Presse


Cientistas dos Estados Unidos e de Cingapura identificaram as células que provocam o câncer de colo de útero, uma descoberta que pode abrir novas vias para a prevenção e o tratamento desta doença, segundo estudo publicado nesta segunda-feira (11).


Até agora sabia-se que a maioria dos casos de câncer de colo de útero era causada por cepas do papilomavírus humano (HPV), mas agora os pesquisadores determinaram o grupo específico de células que o HPV ataca, segundo estudo publicado nas Atas da Academia Americana Ciências (PNAS, na sigla inglês).



Quando estas células do colo uterino são extraídas, não parecem se regenerar, destacou o estudo feito por cientistas do Hospital Brigham and Women, da Escola de Medicina de Harvard e da Agência de Ciência, Tecnologia e Pesquisa (A-STAR) em Cingapura.

Algumas células do colo do útero podem se tornar cancerosas quando infectadas pelo HPV, e outras não, disse o autor principal do estudo, Christopher Crum, do Hospital Brigham and Women, em Massachusetts, nos Estados Unidos.
Estas células também têm uma expressão genética particular igual à encontrada em tumores agressivos do colo do útero, o que permitiria aos médicos diferenciar lesões benignas de perigosas lesões pré-cancerosas.

"Descobrimos uma pequena população de células que se encontra em uma área específica do colo do útero, que poderia ser responsável pela maioria, se não por todos os cânceres associados ao HPV no colo do útero", disse Crum, que trabalhou com o colega Michael Herfs e com os pesquisadores Wa Xian, da A-STAR, e Frank McKeon, da Escola de Medicina de Harvard.

Estas células ficam perto da entrada do colo do útero, em uma zona de transição entre o útero e a vagina, conhecida como junção escamocolunar.

As descobertas se baseiam em pesquisas prévias do grupo, que identificaram a origem de uma alteração rara e com frequência cancerosa em certas células do esôfago, em uma junção entre o tubo que transporta alimentos e o estômago.

Uma população similar destas células é encontrada no colo do útero, explicou Crum. São os remanescentes da embriogênese, que é o processo de divisão celular e crescimento que ocorre quando o embrião se torna feto.

"Há uma população de células no colo uterino que desaparece durante a vida fetal e é substituída por outro tipo. Descobrimos que um pequeno número destas células não desaparece e permanece ali, quase como pequenas sentinelas de uma idade anterior", disse Crum à AFP.

"Parece que esse grupo particular de células embrionárias remanescentes na junção escamoso-cilíndrica é a população que se infecta, pelo menos na maioria dos casos, em que ocorrem os cânceres e pré-cânceres importantes", acrescentou.

"Durante a vida reprodutiva, são submetidas a mudanças (ou metaplasias), quando se transformam em outros tipos de células, por isso são como espécies de células-tronco", continuou.

Conhecer a biologia destas células e sua localização pode ajudar os médicos a determinar quais lesões pré-cancerosas cervicais (displasias) requerem tratamento, assim como prevenir o câncer por completo mediante a destruição destas células de antemão.

Estudos adicionais serviriam para identificar a existência de populações de células similares em outras áreas do corpo que são afetadas por cânceres relacionados com o HPV, como pênis, vulva, ânus e garganta.

Acredita-se que os subtipos de HPV 16 e 18 sejam responsáveis por cerca de 70% de todos os casos de câncer de colo de útero no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Embora exames regulares tenham diminuído dramaticamente as taxas de mortalidade no Ocidente, o câncer de colo de útero continua sendo uma causa importante de morte nos países em desenvolvimento e se situa como o terceiro câncer mais comum entre mulheres em escala mundial.

A OMS estima em cerca de 530.000 as mulheres diagnosticadas com câncer de colo do útero (ou cervical) a cada ano em todo o mundo. Destas, 275.000 morrem vítimas da doença.


fontes: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/06/cientistas-identificam-celulas-que-provocam-cancer-de-colo-de-utero.html

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Usuário de plano de saúde terá número do Cartão SUS

Proposta prevê inscrição do número do Cartão SUS na carteira dos planos de saúde.
Medida vai facilitar ressarcimento por atendimentos na rede pública

Cerca de 30 milhões de usuários de planos de saúde cadastrados pelo Ministério da Saúde terão também o número do Cartão Nacional de Saúde, do SUS. De acordo com proposta do Ministério da Saúde, as operadoras devem, no momento da troca do cartão, adicionar na nova versão tanto o número do plano quanto o do Cartão. O objetivo é facilitar a cobrança por serviços prestados pelo SUS a clientes dos planos de saúde.


"Isso vai permitir a comparação dos dados, tornando mais fácil a cobrança do ressarcimento", disse o ministro da saúde, Alexandre Padilha. O ministro afirmou não haver um prazo para que todos os cartões de planos de saúde estampem também o número de inscrição do cartão nacional de saúde. O número do cartão já é exigido para atendimento de alta complexidade, tanto ambulatorial quanto hospitalar.



Recorde - O governo anunciou nesta terça-feira uma arrecadação recorde de reembolso de planos de saúde. Em 2011, a pasta recebeu 82,8 milhões de reais de ressarcimento de planos de saúde, um valor cinco vezes superior ao que havia sido reembolsado em 2010, 15,42 milhões de reais. "Mudanças no sistema de informação permitiram o avanço", disse Padilha. O ressarcimento recebido ano passado é referente a procedimentos realizados não apenas em 2011, mas também em anos anteriores.



Pela lei, planos de saúde devem reembolsar o Ministério quando seus usuários recebem tratamento no SUS. Operadoras, porém, resistiam em cumprir a determinação. Em 2010, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estimava que operadoras deviam cerca de 400 milhões de reais ao SUS. Além da resistência no pagamento, a ANS durante o período deixou de cobrar pelos procedimentos.



Antes da instalação do sistema eletrônico de cobrança, o tempo médio para o pagamento de ressarcimento ao SUS era de cerca de quatro anos. Além do novo sistema, Padilha disse esperar que o sistema de cobrança das operadoras ganhe reforço com a inscrição de usuários no Cartão Nacional de Saúde. A regra começa a valer a partir de junho, mas não haverá tempo suficiente para a entrega dos números a todos os usuários. De acordo com ministro, pacientes não vão precisar apresentar, no primeiro momento, a inscrição. "A falta do número não pode ser usado como justificativa para recusa no atendimento", afirmou Padilha.

O Cartão Nacional de Saúde possibilita a vinculação dos procedimentos executados no Sistema Único de Saúde (SUS) ao usuário, ao profissional que os realizou e também à unidade de saúde onde foram realizados. Com a nova proposta do Ministério da Saúde, os cartões dos planos de saúde também terão o número do Cartão Nacional de Saúde.
CARTÃO NACIONAL DE SAÚDE
Fonte: Ministério da Saúde  (Com Agência Estado)

segunda-feira, 7 de maio de 2012

22,7% dos brasileiros sofrem de hipertensão, diz Ministério da Saúde

Mulheres e idosos são as maiores vítimas; doença atinge mais da metade da população com mais de 55 anos de idade

A hipertensão arterial atinge 22,7% da população adulta brasileira, de acordo com informações divulgadas nesta quinta-feira (26) pelo Ministério da Saúde. Os dados foram obtidos a partir da pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônica) referente a 2011. O levantamento, realizado anualmente pelo Ministério, faz um diagnóstico da saúde do brasileiro por meio de questionários. No ano anterior, a mesma pesquisa revelou que 23,3% dos brasileiros eram hipertensos.
Segundo o estudo, a doença é mais comum entre as mulheres: 25,4% das brasileiras sofrem de hipertensão, enquanto 19,5% dos homens têm a doença. Conforme a idade passa, ela também vai ficando mais frequente. Entre os jovens de 18 a 24 anos, 5,4% são hipertensos. Aos 55 anos, o índice é 10 vezes maior: 50,5%, atingindo mais da metade da população de idosos. Já em maiores de 65 anos, a doença foi observada em 59,7% deles.
A pesquisa do Ministério da Saúde divulgou ainda que o nível de escolaridade também exerce influência sobre o diagnóstico da doença – principalmente entre as mulheres. 34,4% das brasileiras com até oito anos de escolaridade sofrem de hipertensão arterial, enquanto apenas 14,2% das mulheres com nível superior de educação se encontram na mesma condição.

A capital brasileira com o maior número de cidadãos hipertensos é o Rio de Janeiro, com 29,8%, e a menor é Palmas, com 12,9%,
De acordo com o Ministério da Saúde, a hipertensão é caracterizada por pressão arterial igual ou maior que 14 por 9. Não tratada, a doença pode trazer complicações como entupimento de artérias, infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC). O fumo, o sedentarismo e dieta rica em sódio e gordura são grandes causadoras da pressão alta.
Sobre o tratamento, o órgão federal anunciou que 6,9 milhões de hipertensos já tiveram acesso a medicamentos gratuitos nas mais de 20 mil farmácias e drogarias privadas credenciadas ao programa Saúde Não Tem Preço, lançado em fevereiro de 2011.
EK

Cientistas tentam provar que emoções positivas fazem bem à saúde

http://g1.globo.com/globo-news/saude/videos/t/todos-os-videos/v/cientistas-tentam-provar-que-emocoes-positivas-fazem-bem-a-saude/1813174/

Letícia Spiller é o novo rosto de campanha contra o câncer



7 DE MAIO DE 2012 | 17:30 |


Letícia Spiller - novo rosto da campanha contra o câncer /Foto: Reprodução
Letícia Spiller é o novo rosto da campanha O Câncer de mama no Alvo da Moda. Clicada por Gui Paganini para o Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), a sessão de fotos aconteceu no estúdio do fotógrafo Bob Wolfenson, em São Paulo. “Para mim está sendo uma emoção grandiosa fazer parte da família de artistas que apoiam a causa”, disse a atriz, que como Thaila Ayala, Marina Ruy Barbosa e Deborah Secco, doou seu cachê para a campanha.
fonte: http://colunas.revistaepoca.globo.com/brunoastuto/2012/05/07/leticia-spiller-e-o-novo-rosto-de-campanha-contra-o-cancer/ 
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Sites Interessantes

http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/index.cfm 

http://www.deficienteciente.com.br
www.planalto.gov.br
www.cultura.gov.br
http://falandosobreela.blogspot.com.br/


Rotina de mulheres tetraplégicas

A matéria a seguir foi extraída da Revista ISTO É Independente.
Por Paula Rocha
Como é a rotina de mulheres tetraplégicas que, contrariando tabus e preconceitos, optaram por alegrias e desafios da maternidade
Flávia Cintra, 39 anos, mãe dos gêmeos Mariana e Mateus, 5 anos (Foto: Reprodução)
Flávia Cintra, 39 anos, mãe dos gêmeos Mariana e Mateus, 5 anos (Foto: Reprodução)
Assim como muitas mulheres, a jornalista Flávia Cintra, 39 anos, tem uma agenda atribulada. Ela se divide entre dois empregos (é repórter do programa “Fantástico”, da Rede Globo, e também dá palestras em empresas), cuida da casa, arruma tempo para encontrar o namorado e ainda faz questão de buscar, todos os dias, os filhos gêmeos Mariana e Mateus, 5 anos, na escola. A rotina dessa paulistana típica pode ser considerada banal, exceto por um detalhe: Flávia é tetraplégica. Ferida gravemente em um acidente de carro em 1991, quando tinha 18 anos, a então jovem estudante perdeu os movimentos do pescoço para baixo por causa de uma lesão em sua coluna cervical. Após meses de fisioterapia, no entanto, acabou recuperando o domínio dos braços e hoje, apesar das limitações de locomoção, consegue levar uma vida muito ativa. “Lido com todos os desafios de uma mãe moderna. Ser cadeirante é apenas mais um”, diz Flávia.
A admirável história dessa tetramãe é contada no livro “Maria de Rodas – Delícias e Desafios na Maternidade de Mulheres Cadeirantes” (Editora Scortecci), que chega às livrarias nos próximos dias. Na obra, Flávia e outras mulheres com mobilidade reduzida contam como superaram tabus e preconceitos para realizar o desejo da maternidade. “É importante mostrar para as cadeirantes que é possível, sim, ser mãe”, diz Flávia, uma militante da causa. “Minha deficiência não interfere no meu papel de mãe, porque ser mãe não é uma condição física.” Separada, no dia a dia, Flávia acompanha as crianças em várias tarefas, e conta com a ajuda de duas assistentes em atividades que exigem mais mobilidade, como dar banho. Muitas pessoas, porém, perpetuam a errônea crença de que uma mulher tetraplégica não teria condições de criar uma criança. “Quando eu estava grávida, muita gente me olhava com espanto na rua, como se fosse um crime uma tetraplégica engravidar”, lembra Flávia.
Juliana Oliveira, 36 anos, mãe de Isa,  2 anos, e de Lis, 2 meses (Foto: Reprodução)
Juliana Oliveira, 36 anos, mãe de Isa, 2 anos, e de Lis, 2 meses (Foto: Reprodução)
Essas reações de assombro e desaprovação são bem conhecidas da publicitária carioca Juliana Oliveira, 36 anos. Tetraplégica desde os 22, quando sofreu um acidente de carro, ela decidiu ser mãe há três anos e logo que parou com o anticoncepcional engravidou naturalmente de Isa, que hoje tem 2 anos de idade. “Ter minha filha foi tão bom que, assim que ela nasceu, eu e meu marido já pensávamos em ter outro filho”, diz Juliana. A segunda gestação veio em 2011, e trouxe ao mundo a pequena Lis, de 2 meses. Apesar da alegria pela dupla maternidade, Juliana teve que lidar com comentários desagradáveis de desconhecidos e até mesmo de familiares. “Tem gente que me chama de louca porque escolhi ser mãe duas vezes, mas isso nunca me abalou”, diz Juliana, que tem uma rotina tão repleta de afazeres quanto Flávia. Funcionária pública e apresentadora de um programa sobre inclusão na TV Brasil, ela ainda coordena a casa, cuida das crianças e gosta de frequentar bares e a praia. “Mas conto com a ajuda do marido e de uma funcionária, claro.”
Do ponto de vista médico, a gravidez de uma tetramãe não é muito diferente da de uma mulher sem deficiência. “Só é preciso ter cuidado extra com a circulação, porque elas têm mais chance de desenvolver trombose, e com a bexiga, para evitar infecções urinárias”, diz Miriam Waligora, obstetra do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Pelo fato de partos de gestantes tetraplégicas serem tão raros, porém, a maioria dos médicos não sabe como lidar com essas pacientes. Na sociedade o desconhecimento é ainda maior. “Existe um mito de que as pessoas com deficiência são assexuadas, como se a limitação motora representasse necessariamente uma disfunção sexual”, diz Ana Claudia Bortolozzi Maia, professora-doutora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e autora do livro “Inclusão e Sexualidade na Voz de Pessoas com Deficiência Física” (Editora Juruá). “O que a maioria da população não sabe é que os cadeirantes muitas vezes mantêm a sensibilidade e podem ter uma vida sexual plenamente satisfatória”, diz. No caso de Flávia e Juliana, além de desfrutar de uma rica vida amorosa e sexual, as duas optaram por aproveitar também as delícias da maternidade. “Antes de ser mãe, eu era viciada em trabalho. Hoje minha prioridade é a Mariana e o Mateus”, resume Flávia.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Mamografia é fundamental para detectar o câncer de mama precocemente

Saiba mais: http://globotv.globo.com/rede-globo/bem-estar/v/mamografia-e-fundamental-para-detectar-o-cancer-de-mama-precocemente/1884735/

Excesso de ácido úrico pode causar gota, pedra no rim e hipertensão

24/02/2012 10h29 - Atualizado em 27/02/2012 16h06


Alimentação rica em proteínas aumenta chances de acúmulo de substância.
Ao se cristalizar, composto também dá artrite e problemas cardiovasculares.

Bater fruta com leite no liquidificador ajuda a garantir vitaminas A, B, C e D.

01/05/2012 10h32 - Atualizado em 02/05/2012 13h54

Preparo pode corresponder a uma refeição em termos nutricionais.
Confira quatro receitas para você tomar no café da manhã ou no lanche.

Câmara aprova criminalização da exigência de cheque caução em hospital

MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA
02/05/2012 - 18h29


Condicionar atendimento médico-hospitalar emergencial a qualquer garantia, como o cheque caução, está mais perto de se tornar crime.

A Câmara aprovou nesta quarta-feira projeto de lei que estabelece detenção de três meses a um ano, além de multa, para o estabelecimento médico-hospitalar que exigir cheque caução, nota promissória ou qualquer outra garantia para realizar o atendimento de emergência.
Também fica proibido determinar preenchimento de formulários administrativos antes do socorro. As medidas valem para hospitais públicos e privados. A proposta, que muda o Código Penal, segue para análise do Senado.

Pela proposta, a pena será aumentada até o dobro se a recusa ao atendimento resultar lesão corporal de natureza grave, e até o triplo, se provocar a morte. Os hospitais também terão que exibir cartazes informando que é crime exigir garantias para prestar serviços de emergência.
Atualmente, a cobrança do cheque caução já pode ser questionada com base no crime de omissão de socorro, mas a nova redação dará mais segurança aos pacientes, além de prever punições mais duras aos hospitais que insistirem na cobrança de garantias.

O projeto foi encaminhado ao Congresso pelo Executivo após a morte de Duvanier Ferreira, secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, que sofreu um infarto. Ele procurou dois hospitais particulares de Brasília, mas não portava talão de cheque nem a carteira do plano de saúde e, diz a família, teve atendimento negado.

Diante do falecimento do assessor, a presidente Dilma Rousseff determinou que o governo tratasse de evitar novas vítimas por omissão. Se for aprovado, o projeto deve ser chamado de "Lei Duvanier".
fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1084624-camara-aprova-criminalizacao-da-exigencia-de-cheque-caucao-em-hospital.shtml

Inglesa descobre que "alergia a maquiagem" era um tumor no nariz.

02/05/2012 15h30 - Atualizado em 02/05/2012 15h51
Tasha Jilka precisou de cirurgia para remover neuroblastoma olfatório.Médicos demoraram vários meses para descobrir tipo raro de câncer.

terça-feira, 1 de maio de 2012

O Câncer no Brasil. Estimativa para 2012

Estimativa do número de novos casos em 2012



Obs.: Para ver os números da região clique sobre a região.

Vida, luta, vitória...

Edição do dia 09/03/2012
09/03/2012 23h08 - Atualizado em 13/03/2012 18h32
Faxineira junta dinheiro e compra apartamento de frente para o mar
Com um bom humor e muita disposição, Rita construiu um patrimônio de dar inveja. Ela comprou um apartamento de 155 metros quadrados.



http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2012/03/faxineira-junta-dinheiro-e-compra-apartamento-de-frente-para-o-mar.html


Colesterol doença de adulto ou de criança ?

Edição do dia 20/04/2012
20/04/2012 23h24 - Atualizado em 24/04/2012 15h51
Pai e fillhos lutam juntos para tentar baixar o colesterol
Família mudou os hábitos desde 2008, quando o filho de 8 anos fez os primeiros exames, que revelou o colesterol acima de 200.



http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2012/04/pai-e-fillhos-lutam-juntos-para-tentar-abaixar-o-colesterol.html

Um terço dos alimentos consumidos pelos brasileiros está contaminado por agrotóxicos





Fabíola Ortiz
Do UOL, no Rio de Janeiro
Há três anos o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking de consumo de agrotóxicos no mundo. Um terço dos alimentos consumidos cotidianamente pelos brasileiros está contaminado pelos agrotóxicos, segundo alerta feito pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), em dossiê lançado durante o primeiro congresso mundial de nutrição que ocorre no Rio de Janeiro, o World Nutrition Rio 2012, que termina nesta terça-feira (1º).

O documento destaca que, enquanto nos últimos dez anos o mercado mundial de agrotóxicos cresceu 93%, o brasileiro aumentou 190%. Em 2008, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos e assumiu o posto liderança, representando uma fatia de quase 20% do consumo mundial de agrotóxicos e movimentando, só em 2010, cerca de US$ 7,3 bilhões - mais que os EUA e a Europa.

A primeira parte do dossiê da Abrasco  faz um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde e na segurança alimentar. A segunda parte, com enfoque no desenvolvimento e no meio ambiente, terá seu lançamento durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, e na Cúpula dos Povos na Rio+20, em junho, no Rio de Janeiro.

Segundo um dos coordenadores do estudo, Fernando Carneiro, chefe do departamento de Saúde Coletiva da UnB (Universidade de Brasília), “o dossiê é uma síntese de evidências científicas e recomendações políticas”.
“A grande mensagem do dossiê  é que o Brasil conquistou o patamar de maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Queremos vincular a ciência à tomada de decisão política”, disse Carneiro ao UOL.
Soja é o que mais demanda agrotóxico
Segundo dados da Anvisa e da UFPR compilados pelo dossiê, na última safra (2º semestre de 2010 e o 1º semestre de 2011), o mercado nacional de venda de agrotóxicos movimentou 936 mil toneladas de produtos, sendo e 246 mil toneladas importadas.
Em 2011 houve um aumento de 16% no consumo que alcançou uma receita de US$ 8,5 bilhões. As lavouras de soja, milho, algodão e cana-de-açucar representam juntas 80% do total das vendas do setor.
Na safra de 2011 no Brasil, foram plantados 71 milhões de hectares de lavoura temporária (soja, milho, cana, algodão) e permanente (café, cítricos, frutas, eucaliptos), o que corresponde a cerca de 853 milhões de litros de agrotóxicos pulverizados nessas lavouras, principalmente de herbicidas, fungicidas e inseticidas. O consumo em média por hectare nas lavouras é de 12 litros por hectare e exposição média ambiental de 4,5 litros de agrotóxicos por habitante, segundo o IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística).
Segundo o dossiê, a soja foi o cultivo que mais demandou agrotóxico - 40% do volume total de herbicidas, inseticidas, fungicidas e acaricidas. Em segundo lugar no ranking de consumo está o milho com 15%, a cana e o algodão com 10%, depois os cítricos com 7%, e o café, trigo e arroz com 3% cada.
Maior concentração em hortaliças
Já para a produção de hortaliças, em 2008, segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), o consumo de fungicidas atingiu uma área potencial de aproximadamente 800 mil hectares, contra 21 milhões de hectares somente na cultura da soja.
“Isso revela um quadro preocupante de concentração no uso de ingrediente ativo de 22 fungicidas por área plantada em hortaliças no Brasil, podendo chegar entre 8 a 16 vezes mais agrotóxico por hectare do que o utilizado na cultura da soja, por exemplo”, alerta o dossiê.
Numa comparação simples, o estudo estima que a concentração de uso de ingrediente ativo de fungicida em soja no Brasil, no ano de 2008, foi de 0,5 litro por hectare, bem inferior à estimativa de quatro a oito litros por hectare em hortaliças, em média. “Pode-se constatar que cerca de 20% da comercialização de ingrediente ativo de fungicida no Brasil é destinada ao uso em hortaliças”, destaca o estudo da Abrasco.
Riscos para a saúde
O dossiê revela ainda evidências científicas relacionadas aos riscos para a saúde humana da exposição aos agrotóxicos por ingestão de alimentos. Segundo Fernando Carneiro, o consumo prolongado de alimentos contaminados por agrotóxico ao longo de 20 anos pode provocar doenças como câncer, malformação congênita, distúrbios endócrinos, neurológicos e mentais.
Um fato alarmante foi a constatação de contaminação de agrotóxico no leite materno, afirmou. Para o cientista, não se sabe ainda ao certo as consequências para um recém-nascido ou um bebê que está em fase inicial de formação. “Uma criança é altamente vulnerável para esses compostos químicos. Isso é uma questão ética, se vamos nos acostumar com o nível de contaminação do agrotóxico”, criticou.
Parte dos agrotóxicos utilizados tem a capacidade de se dispersar no ambiente, e outra parte pode se acumular no organismo humano, inclusive no leite materno, informa o relatório. “O leite contaminado ao ser consumido pelos recém-nascidos pode provocar agravos a saúde, pois os mesmos são mais vulneráveis à exposição a agentes químicos presentes no ambiente, por suas características fisiológicas e por se alimentar, quase exclusivamente, com o leite materno até os seis meses”, destaca o estudo.
Recomendações
O dossiê da Abrasco formula 10 princípios e recomendações para evitar e reduzir o consumo de agrotóxicos nos cultivos e na alimentação do brasileiro. Carneiro defende a necessidade de se realizar uma “revolução alimentar e ecológica”.
Segundo o IBGE, cerca de 70 milhões de brasileiros vivem em estado de insegurança alimentar e nutricional, sendo que  90% desta população consume frutas, verduras e legumes abaixo da quantidade recomendada para uma alimentação saudável. A superação deste problema, de acordo com o dossiê, é o desenvolvimento do modelo de produção agroecológica.
Carneiro e sua equipe composta por seis pesquisadores defendem a ampliação de fontes de financiamento para pesquisas, assim como a implantação de uma Política Nacional de Agroecologia em detrimento ao financiamento público do agronegócio e o fortalecimento das políticas de aquisição de alimentos produzidos sem agrotóxicos para a alimentação escolar – atualmente a lei prevê 30% deste consumo nas escolas.
Além disso, o documento defende a proibição de agrotóxicos já banidos em outros países e que apresentam graves riscos à saúde humana e ao ambiente assim como proibir a pulverização aérea de agrotóxicos.
O cientista defende ainda a suspensão de isenções de ICMS, PIS/PASEP, COFINS e IPI concedidas aos agrotóxicos. “A tendência no Brasil é liberalizar ainda mais o uso de agrotóxico, só no Congresso Nacional existem mais de 40 projetos de lei neste sentido. Nós estamos pagando para ser envenenados”, criticou Carneiro.